WTCC estréia segunda geração de biocombustível em Curitiba

“Não encontramos qualquer problema técnico”, comemorou Luca Perani, da Panta Racing, designada pela FIA como fornecedora oficial de combustíveis neste e no próximo ano. A gasolina é composta de 10% da segunda geração de bio-etanol e 90% de origem fóssil, sem chumbo. O diesel leva igualmente 10% de matérias vegetais. “Precisávamos chegar a um compromisso entre reduzir as emissões de gases poluentes e preservar os carros atuais. Os biocombustíveis são bem mais agressivos com tanques, dutos e injetores, que precisam ser substituídos quando a percentagem é aumentada. Com o E10, não foram necessárias mudanças nos carros”, acrescentou Perani.

A segunda geração do bio-etanol é feita de resíduos obtidos com o processo de fabricação de açúcar e vai reduzir a utilização de combustíveis fósseis e a emissão de poluentes na atmosfera, sem interferir na produção de alimentos. “O etanol contém oxigênio, que ajuda na queima mais limpa e completa da gasolina comum. Diminui ainda em 6,3% o uso de petróleo e a emissão de monóxido de carbono, entre outros poluentes”, completa Perani. Ao longo da temporada, o consumo de combustível do WTCC deverá se situar entre 60.000/70.000 litros.

O WTCC é uma das séries automobilísticas líderes em ações e iniciativas voltadas ao meio-ambiente, além de adotar tecnologias que seguem a mesma direção. Vem há algum tempo chamando a atenção do público para a questão dos biocombustíveis e adotando regulamentação técnica e desportiva que limitem ao máximo o impacto ambiental das corridas em termos de poluição do ar e sonora.

Fonte: Imprensa WTCC

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