O Brasil reúne todas as características para fazer o melhor rali do mundo

A poucos momentos da largada para o Super Prime que abre a 18ª edição do Rally Internacional dos Sertões, a Dunas Race, organizadora do evento, realizou uma entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (10) no Espaço Cultural do Shopping Flamboyant, em Goiânia (GO), para responder às questões levantadas pelos jornalistas que cobrirão a maior aventura do off road brasileiro, que neste ano atinge sua maioridade.

“Vivemos em um país de proporções continentais, o que cai com perfeição para este tipo de competição. Além disso, diferentemente de outros lugares, o Brasil é um país que fala o mesmo idioma e usa da mesma moeda do sul ao norte, e tem uma integração muito boa entre as culturas, sem contar as diferenças de clima e terreno entre as diferentes regiões. Então, o Brasil reúne todas as características para fazermos o melhor rali cross country do mundo”, apontou Marcos Moraes, diretor-presidente da Dunas Race, organizadora do Sertões.

Esta é a nona vez consecutiva que o segundo maior rali do planeta faz sua largada a partir da capital goiana. “Goiânia é a casa do Rally dos Sertões. O povo daqui criou uma identificação muito grande com o evento. A movimentação das pessoas é bem grande, a cadeia produtiva do setor turístico – bares, restaurantes, hotéis, entre outros – se aquece. E o rali é uma das ferramentas que temos para divulgar todo o potencial turístico do estado de Goiás e mostrar isso para todo o Brasil e o mundo”, afirmou Carlos Ronay, diretor de infra-estrutura e operações turísticas da Goiás Turismo e presidente do Fórum Estadual de Turismo.

Ronay aguarda um grande público no Super Prime que será realizado esta noite na arena de eventos do Flamboyant Shopping Center. “Nossa expectativa é a de ultrapassar 15 mil pessoas presentes nas arquibancadas. Queremos promover aqui a maior largada que Goiânia já teve, por isso queremos romper todas as expectativas”, disse.

“Goiás trouxe uma bagagem muito grande para o evento, com toda a estrutura, um grande universo de mercado, de fácil acesso logístico. E isso traz uma consistência maior ao Sertões para a largada, que antes realizávamos em São Paulo, que é a principal capital brasileira. Mas trazendo o evento para cá, Goiânia passou a ser a terra do rali. Tocantins também nos abriu as portas, assim como a Bahia e o Rio Grande do Norte em outras ocasiões, e neste ano, o Ceará. É uma integração muito positiva”, concluiu Marcos.

Maioridade – Moraes destacou o aprendizado acumulado nas até agora 17 edições realizadas do Rally Internacional dos Sertões, e como isto tem conquistado a confiança dos patrocinadores. “É uma história marcante o que fizemos nestes 18 anos de rali. Acumulamos aprendizados dos mais diversos. Pudemos desenvolver um regulamento que abrangesse todas as variáveis, estabelecendo regras claras e justas para todos os competidores, o que foi um grande avanço na área esportiva. Além disso, foi um grande desafio criar este mercado off road, que não atendesse só à demanda dos pilotos, mas também de equipamento, porque no início não havia carros de tração 4×4 no Brasil, e as motos eram preparadas para enduro, não necessariamente voltadas para rali”, lembrou Marcos.

Segundo o organizador da prova, foram grandes os desafios na parte de montagem dos roteiros destas 18 edições – cuja quilometragem somada ultrapassa neste ano duas voltas completas pelo globo terrestre. “Foi um novo descobrimento do Brasil por parte do rali. Isso só foi viável graças a equipes fortes, competitivas, que buscam o melhor de si, assim como a organização, com pessoas selecionadas, muitas delas que vêm até aqui porque gostam do esporte. Isso traz a sustentabilidade do evento em si”, disse Marcos, que destacou o caráter de ‘campo de provas’ conferido ao evento.

“O Rally dos Sertões é um laboratório a céu aberto. Este ano estamos desenvolvendo uma parceria com a Gillette, assim como temos há cinco anos com a Petrobras. Os produtos vão ser testados sob todo tipo de condição. Temos um evento que vai suprir toda essa demanda de desenvolvimento de produtos que buscam identificação não só com o rali, mas que também atenda aos competidores e ao público em geral”, apontou.

O evento atrai cada vez mais competidores estrangeiros – só neste ano são 12 os países representados, o que traz mais um desafio à organização do Sertões, de acordo com Moraes. “O desafio para trazermos mais estrangeiros é diminuir a burocracia para que as equipes tragam seus equipamentos. Temos que agilizar as liberações alfandegárias, a exemplo do que fazem a Fórmula 1 e Fórmula Indy, que em questão de uma semana trazem e levam tudo. Precisamos conseguir desenrolar rapidamente na alfândega, e temos de buscar esta velocidade”.

Competitividade – Moraes espera grande competição entre os pilotos nesta 18ª edição do Rally Internacional dos Sertões. “Esse ano a principal diferença está na quantidade de pilotos com chance de vitória”, destacou. “Em todas as categorias temos quatro ou cinco competidores com chances de vitória. Está muito mais competitivo em todas as categorias do que nas outras edições do rali”, falou.

Quanto ao roteiro, que é 95% inédito e com 52,7% dos trechos cronometrados – um recorde até agora para o evento -, Marcos numera dois destaques. “Em termos de percurso, os competidores terão quase 800 quilômetros na etapa maratona, que ocorre sem qualquer estrutura de apoio por parte das equipes. Além disso, a quinta e a nona etapa também serão bem difíceis. A nona principalmente. Ela vai ser a mais dura de todas, porque tem uma navegação muito precisa, intensa, muito trial, pedras, valetas, enfim, vai ser uma etapa para entrar na história do rali, com certeza”.

Trabalho social – O “novo descobrimento do Brasil” a que Marcos Moraes se referiu não tange somente os difíceis terrenos do interior do País. “Há dez anos temos uma parceria com o Instituto Brasil Solidário, e este foi outro grande desafio: criar uma estrutura que pudesse levar às diferentes áreas que a gente gostaria de atender em saúde e educação, levando médicos, livros e professores a pessoas que não têm condições de ir aos grandes centros para terem atendimento”, afirmou.

“Conseguimos boas parcerias com algumas empresas não só na saúde, mas também na área cultural e educação, criando bibliotecas nas escolas das cidades com mais de mil livros cada, além de teatros, inclusão digital, hortas comunitárias, entre outros itens. O Instituto traz competência e expertise enormes para suprir a demanda destas comunidades. Eles trouxeram um outro paralelo ao Rally dos Sertões; é praticamente outro evento, e tenho certeza de que será mais um ano bem completo em todas as áreas em que desenvolvemos estas atividades”, disse.

Siga também as notícias do Rally pelo Twitter: www.twitter.com/sertoesoficial

Acesse o site do evento: www.sertoes.com

Com patrocínio de Petrobras, Gillette Desodorantes e Camargo Corrêa, a 18ª edição do Rally dos Sertões conta com o apoio dos Estados de Goiás, Tocantins e Ceará, e do Ministério do Esporte através da Lei de Incentivo ao Esporte. O evento ainda conta com supervisão da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) e da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo).

ReUnion Press

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